Dr. Charly Torregrossa

 

 

 
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Aqui você encontra informações sobre algumas das principais doenças em otorrinolaringologia, fique atento, ocorrendo sinais e sintomas semelhantes, procure seu médico otorrinolaringologista."

Sinusite / Amígdalas e Adenoides / Cirurgia das amígdalas e adenoides / Labirintite
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Cirurgia das amígdalas e adenoides

Quais as razões para se remover as amígdalas e adenóides? 


As razões variam de caso a caso. A seguir estão as mais comuns, encontradas na literatura médica e nos consensos ou diretrizes das organizações médicas: 

Apnéia do sono ou períodos onde o paciente pára de respirar enquanto dorme ; Distúrbios da deglutição ; Tumores na garganta ou na passagem de ar pelo nariz ; Sangramento das amígdalas e adenóides que não cessam ; Obstrução nasal significativa ou respiração desconfortável.

As dores de Garganta podem estar associadas com:

Febre entre 37.1 a 41.5 graus Celsius ; Secreção purulenta (pus) nas amígdalas ; Cultura para bactérias positiva para Streptococcus.

As razões seguintes são relativas e devem ser analisadas individualmente nos casos de indicação cirúrgica:

Ronco ; Amigdalites de repetição ou abscessos de amígdalas ; Otites de repetição ; Perda Auditiva ; Sinusite crônica ou sinusites de repetição ; Respiração bucal constante ; Mau hálito ; Aumento exagerado das amígdalas.

IMPORTANTE: As indicações de cirurgia serão sempre individualizadas de acordo com o estado de saúde do paciente, após uma avaliação médica.
                       Não existe ainda relação cientificamente comprovada que a cirurgia de amígdalas e adenóides altere o apetite, previna gripes ou melhore alergias, embora isto possa ocorrer. 

Como é a cirurgia de amígdalas e adenóides ?
Esta é a segunda cirurgia mais freqüente realizada em crianças nos Estados Unidos (cerca de 400.000 por ano) e, acreditamos ser no Brasil também. Em geral, é realizada em curto período de internação, entre algumas horas e um dia. Raramente, alguns pacientes ficam internados por mais de 1 dia, principalmente se:

Não estiverem deglutindo bem alimentos líquidos após a cirurgia; Tiverem outros problemas associados; Tiverem alguma complicação após a cirurgia, tal como sangramento

Durante a internação, outros profissionais de saúde entrarão em contato com a famíla:

Enfermeiras da unidade de internação, do centro cirúrgico e da sala de recuperação pós-anestésica ; Cirurgião especialista em Otorrinolaringologia ; Anestesiologista -que fará as perguntas sobre a saúde do Paciente e fará um exame físico para avaliar as condições clínicas antes da cirurgia (Visita pré-Anestésica). Poderá ou não ministrar algum medicamento que ajude a tranqüilizar o paciente

Na sala de cirurgia, o paciente será anestesiado, para que o cirurgião possa remover as amígdalas e/ou  adenóides. A cirurgia é realizada inteiramente por dentro da boca. Em alguns casos, serão necessários uns 2 ou 3 pontos, na cirurgia das amígdalas, que não precisam ser retirados, pois serão absorvidos pelo organismo. Na cirurgia de adenóides, em geral, os pontos não são necessários.

Após a cirurgia o anestesiologista "acorda" o paciente e o encaminha para a sala de recuperação pós-anestésica. Quando estiver bem acordado, será reencaminhado ao quarto, junto da família.

O tempo mínimo de internação, após a cirurgia, habitualmente é de 6 horas. Pode ser maior, caso seja necessário um acompanhamento mais próximo. Em alguns casos, como já foi comentado, será interessante que o paciente fique até o dia seguinte para uma melhor recuperação.

A complicação mais comum é o sangramento que deve ser notificado com urgência à enfermeira do andar que tomará as providências necessárias. Se o sangramento for severo, pode ser que haja necessidade do paciente retornar à sala de cirurgia.

E após a cirurgia ?
O cirurgião o orientará sobre a medicação e os cuidados a serem tomados. Basicamente:

Alimentação ; Analgésicos, se necessário ; Repouso pelo tempo recomendado

Quais são os riscos da Amigdalectomia e/ou Adenoidectomia?
Qualquer tipo de cirurgia tem algum risco. Assim como sair de carro numa estrada num fim-de-semana ou andar de avião. Viver é altamente arriscado. A questão é se o risco é alto ou baixo e se o Hospital tem equipamentos para controlar eventuais complicações que surgirem. Estatísticas norte-americanas dizem que 5% das crianças operadas tem sangamento entre 5 a 8 dias após a cirurgia. Em nossa realidade, isto não tem acontecido.

Outras complicações descritas são:

Desidratação (devido a ingestão inadequada de líquidos; se for severa, uma hidratação por veia será necessária) ; Febre (se for baixa não é uma complicação verdadeira e faz parte do quadro) ; Dificuldade de respiração (por inchaço dos tecidos da garganta).

Onde mais a Família pode ajudar?

É normal e compreensível que a família fique um tanto ansiosa, enquanto seu filho(a) ou neto(a) esteja sendo operado, mesmo que tudo tenha sido explicado detalhadamente antes da cirurgia. No entanto, ficar ligando para o Centro Cirúrgico para saber "como vai indo a cirurgia" é desagradável e ocupa as linhas telefônicas, que poderiam estar sendo usadas para comunicar quadros graves e que necessitem de comunicação urgente através desta via. É melhor combinar com o cirurgião que, assim que acabar a cirurgia, ELE liga para contar como foi.

Também é compreensível que se queira maiores informações sobre o problema do paciente e, principalmente, sobre a cirurgia a qual será submetido. Isto é uma prerrogativa da consulta médica em consultório e deve ser restrita a este ambiente. Evite, portanto, solicitar ao médico que repasse todas estas informações, nos minutos que antecedem a cirurgia ou logo após. Isto vale, principalmente, para os familiares e/ou amigos que comparecem apenas no Hospital para se solidarizar com a família ou com o paciente.

 

 

 

 


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