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O uso da Prótese Auditiva
O uso da Prótese Auditiva
Fonte: Centro Auditivo Teuto Brasileiro
A deficiência auditiva prejudica seriamente as habilidades de comunicação do indivíduo, fazendo com que este passe a evitar o convívio social isolando-se cada vez mais conforme a perda aumenta.
A prótese auditiva faz parte do processo de reabilitação do deficiente auditivo, mas antes de submeter-se à seleção e adaptação do aparelho é obrigatório que o médico otorrinolaringologista seja consultado, para que possa descartar a possibilidade de tratamento medicamentoso ou cirúrgico e para que faça indicação do uso da prótese auditiva.
Após a avaliação do otorrinolaringologista e sua indicação para a protetização a fonoaudióloga inicia o processo de seleção e adaptação da prótese auditiva.
Porém, para que a adaptação da prótese ocorra com sucesso, além do trabalho do médico e da fonoaudióloga é fundamental que o paciente esteja motivado para usá-la, primeiramente aceitando a sua perda auditiva e depois demonstrando vontade de usar o aparelho e que isso ocorra não por iniciativa de seus familiares, amigos e outros.
Evolução dos aparelhos auditivos
Fonte: Widex
Com o aprimoramento na tecnologia das próteses auditivas, pouco a pouco, a surdez e o uso dos aparelhos auditivos estão sendo desmistificados. É importante saber que com o advento da tecnologia digital, mais pessoas estão usando aparelhos auditivos e, também, conseguindo de fato desfrutarem da vida em sua plenitude.
A prótese auditiva digital nada mais é do que um computador de ouvido. Possui vários softwares, hardwares e utilizam-se circuitos integrados para processar o som.
A Widex foi à primeira empresa no mundo a lançar um aparelho auditivo completamente digital, em 1995. Estava lançado o Senso, a primeira prótese intra-canal digital. Em 1997, expandiu-se a série Senso, com a primeira prótese auditiva microcanal completamente digital.
Foi uma evolução e tanto se comparada com os tempos da concha acústica. Confira a história das próteses auditivas:
História dos Aparelhos auditivos
A tecnologia aplicada às próteses auditivas pode ser dividida em cinco principais épocas; 1) era acústica 2) era do carbono 3) era da válvula 4) era do transístor 5) era digital. Na era acústica, cornetas acústicas e tubos de fala eram utilizados como meio de amplificação dos sons. A era do carbono se iniciou após o advento do telefone e com a subseqüente aplicação da tecnologia utilizada no telefone adaptada à fabricação das próteses auditivas. A partir da era da válvula, surgiram aparelhos com maior amplificação, melhor resposta de freqüências e menor ruído interno.
A partir da era do transístor iniciou-se um período da microeletrônica, marcado pela miniaturização dos componentes e pela aplicação da tecnologia digital nas próteses auditivas. Provavelmente a primeira prótese auditiva de que se tem notícia tenha sido simplesmente a mão posicionada em concha atrás da orelha, o que permite uma pequena amplificação dos sons. Há referências de que o imperador romano Adriano (117-135 d.c.) valia-se deste método para ouvir melhor. No século dezessete, surgiram as primeiras cornetas acústicas fabricadas pelo homem, que nada mais era do que um funil.
No final do século dezenove e início do século vinte surgiu a primeira prótese auditiva elétrica, a partir da invenção do telefone por Graham Bell, em 1876. Bell era professor de deficientes auditivos em Boston e estava envolvido em vários experimentos que visavam o desenvolvimento de sistemas para auxiliá-los. Sabe-se que o primeiro sistema desenvolvido por Bell para deficientes auditivos foi utilizado na Inglaterra em 1896. Esses primeiros aparelhos foram denominados próteses auditivas de carbono, por serem compostos de um microfone de carbono, além de um receptor e de uma fonte de energia elétrica. O ganho acústico, no entanto, era bastante limitado.
Em 1925, idealizou-se o amplificador de carbono que possibilitou maior potência aos aparelhos de carbono. Originou-se nesta época a idéia de utilizar diferentes padrões de amplificação para os diversos tipos de perdas auditivas. A partir dos anos 30-40 a válvula termiônica passou a ser utilizada na confecção dos aparelhos auditivos. Os aparelhos a válvula permitiram um ganho maior uma faixa de freqüência mais ampla e uma distorção menor em relação aos aparelhos que existiam anteriormente.
Em 1942, foi descrito o primeiro molde ventilado e a ventilação passou então a ser utilizada quando necessária.
Em 1947, ocorreu o advento do transístor que constituiu um grande avanço, a medida em que possibilitou o uso de microfones e pilhas cada vez menores, o que, conseqüentemente, propiciaram uma redução no tamanho global das próteses auditivas. Nos anos 50 desenvolveu-se a prótese auditiva de óculos. Neste tipo de aparelho, os componentes eram montados dentro de duas hastes, sendo conectados em sua parte frontal. Em quatro anos, as próteses auditivas de óculos foram aprimoradas, chegando a representar em 1959 cerca de 50% dos aparelhos auditivos vendidos nos Estados Unidos. Ao longo dos anos esse índice se reduziu, representando em 1988 apenas 0,3% dos aparelhos vendidos naquele país.
Com a miniaturização dos componentes das próteses auditivas foi possível eliminar a parte frontal dos óculos e, dessa forma, originou-se em 1956 a prótese retroauricular. Durante anos, esse foi o aparelho mais comercializado nos Estados Unidos. Em 1961, foram introduzidas as próteses auditivas intra-aurais que passaram a constituir, em 1985, 4,7% das vendas de todas as próteses auditivas comercializadas. Posteriormente surgiram as próteses auditivas microcanais, denominadas de CIC (Completely in the Canal). As vantagens deste tipo de prótese são: menor distorção, melhora da localização sonora, facilidade ao telefone, possibilidade de usar fones de ouvido, além da melhoria estética.
O final da década de 80 e início da de 90, foram marcados por uma revolução tecnológica, pois começava a ser utilizada a tecnologia digital na fabricação das próteses auditivas. Teve início, assim, a era digital.
Hoje convivem três tipos de próteses auditivas: as analógicas, as digitalmente programáveis e as digitais. As próteses analógicas usam a eletrônica convencional para converter a onda sonora captada pelo microfone em um sinal elétrico equivalente ou análogo. Em uma prótese auditiva analógica, os ajustes nos controles são realizados com o auxílio de uma pequena chave de fenda. Já nas digitalmente programáveis, uma simples conexão com a unidade de programação permite o acesso a todos os ajustes do circuito. Sempre que necessário, o sistema pode ser reprogramado ou ajustado. A remoção dos controles mecânicos tornou os aparelhos menores, com mais parâmetros eletroacústicos, que podem ser controlados, tornando o trabalho de adaptação mais individual. Afinal, o aparelho ideal é aquele que oferece maior flexibilidade para adaptar seu desempenho às mudanças do ambiente e necessidades individuais.
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